Diogo Monteiro é um artista multidisciplinar nascido no Rio de Janeiro. Formado pela tradicional Escola de Teatro Martins Pena, bacharel pela Universidade CAL e pela Escola Nacional de Circo, construiu uma trajetória que reúne artes cênicas, cenografia, ilustração, pintura cênica e escultura. Ao longo da carreira, participou de importantes produções no Brasil e no exterior, incluindo projetos para a Intrépida Trupe, a FLIP e o espetáculo Mad Apple, do Cirque du Soleil, em Las Vegas.
Em suas esculturas, Diogo transforma personagens e cenas do cotidiano em narrativas poéticas que dialogam com a memória, a cultura brasileira e as emoções. Com um olhar sensível e um traço marcante, cria obras que parecem capturar instantes suspensos no tempo, convidando o observador a descobrir histórias, gestos e sentimentos por meio de formas expressivas e ricas em detalhes.
Seus personagens, quase sempre sem rosto — com as faces cobertas por livros, máscaras ou outros elementos simbólicos — despertam a imaginação e permitem que cada pessoa projete suas próprias vivências na obra. No contraste entre delicadeza e força, afeto e inquietação, o artista utiliza símbolos para provocar reflexões sobre a condição humana, questionando significados, valores e memórias. Suas peças transitam entre a melancolia, a esperança e a beleza das imperfeições, revelando personagens que habitam a fronteira entre o sonho e a realidade. Como define o próprio artista: “Esculpir é um jeito de me questionar em público.”
Na série Músicos, imagem, forma e ritmo se unem em uma dança silenciosa que celebra a riqueza da cultura popular brasileira. Em Saudade, um violeiro dedilha seu instrumento entre lembranças e sonhos, trazendo consigo o imaginário de um Brasil profundo, sensível e cheio de histórias. A obra convida o espectador a contemplar a beleza da simplicidade, a força da memória e a identidade cultural presentes em cada detalhe.






